sábado, 6 de agosto de 2005

Pensamentos desfeitos

Mensagens. Que te mando e que nunca recebes. Escrevo-te tanto. Hoje há muitas estrelas no céu. Neste céu que é nosso, todos os dias. Irrita-me este ruído constante da tua distância. Onde estás neste exacto segundo? Talvez não se devesse jogar este jogo.

Fecho os meus olhos devagar e com muita força. Não te conseguiria resistir, mesmo que quisesse. Sinto todos os teus movimentos. Apesar de todos os mundos que ficaram atrás de nós. Ouço-te respirar. Se só esta noite tu acreditasses na lua... Ouço o passar do tempo no relógio. A noite passa tão devagar. Não imaginas quanto tempo eu esperei... Mas esse segredo ainda é meu.

Talvez eu já precisasse muito de ti antes de te conhecer. Como é que se chega aqui? Anoitecer. À noite ser...o quê? Liberdade. Quando te sinto imenso. Quando me surpreendo a amar-te. O Universo parou. Pára sempre que tu queres. Um dia vais perceber.

17 minutos para as 11 horas da noite. Penso em mim. Falo comigo. De ti. Penso em ti. Olho à minha volta. Não existe um único sítio onde eu me possa esconder. Mas tenho que saber o que está do outro lado da porta. Mesmo que ela esteja fechada. Eu quero lutar contigo. Mandar-te uma carta. Às de Espadas.

Uma destas noites vou ouvir a tua voz outra vez. A tua voz, mesmo ao meu lado. Mas não digas nada a ninguém. Só eu é que sei. Só eu...

16 comentários:

AS disse...

Lindo!... Cláudia, que mais posso dizer perante um texto repleto emoção e palavras tão vibrantes e apaixonadas....

Um beijo

jotakapa disse...

Existem distâncias que se sentem tão de perto que até arrepia!

Anónimo disse...

Blog different? BlogHer participants illustrate diversity of the Web
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escrevinhador disse...

Subscrevo por inteiro o que jotakapa disse. E que este belo texto, no fundo, também diz. Bom fim-de-semana! ;)

André Domingues disse...

Eu estava à espera de um blog como este...

e de uma mulher como tu...


visita-me em:

http://scriptease.blogs.sapo.pt

Ema disse...

Como te entendo.. Em cada palavra e em cada sílaba... Muito obrigada pelas tuas palavras, no meu blog. Poderia transcrevê-las na íntegra para aqui. Tu sabes que sim. De todas as formas, às vezes é preciso exrocizar o passado para que ele não nos persiga e não nos assombre eternamente. E, na maior parte das vezes, não se pode mesmo dizer nada a ninguém.
Um grande beijo.
E muitos dias de sol e de vestes brancas.

Vagabundo disse...

O encanto dessas palavras, faz-nos diambular pela beleza, pelo falso, pelo autênico.

CLIK disse...

Boas narrativas por aqui!
Gostei de visitar este cantinho...
Saudações Bloguianas!

Ritinha disse...

Beijos grandes linda.
Que todos os teus sonhos se realizem...

André Domingues disse...

Obrigado pelas tuas palavras no meu blog.

Diz-me: qual é a árvore da ternura?

Vitor Monteiro disse...

Chamo a isso amar...querer estar com alguem e estar disponivel para dar....sentir o que pensa a outra pessoa e tel falta dela.... bonito texto!!

Bjs ****

Bite For Delight disse...

O Amor tem mm destas coisas,passamos o tempo todo a pensar na pessoa amada e qd a perdemos n conseguimos deixar de pensar nela na mm...era tudo tão mais facil se qd acabasse tudo passa-se..mas infelizmente n e temos q viver na certeza ou na incerteza se um dia a pessoa vai voltar,eu tambem quero acreditar q sim,mas n tenho certezas...vivo numa duvida constante q me vai corroendo.bjx

Pólux disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Pólux disse...

Tenho um baralho de cartas sobre a secretária.
No ante-rosto do invólucro, somente uma palavra: “apenas”
No rosto, “Fernando Pessoa & Cª”
e um poema de Bernardo Soares, em castelhano.
Procuro no baralho o ás de espadas.
Na frente da carta, um poema de Álvaro de Campos:
“Estoy solo,
solo como nadie lo há estado.
Hueco dentro de mi,
sin después ni antes”

No verso da carta
duas pesadas lágrimas
se soltam e despenham
sobre a palavra solitária “apenas”.

Creio que poderemos trocar as voltas ao jogo. Jamais ao pensamento.
Bonito texto.

Daniel Aladiah disse...

Querida Cláudia
Que esse desejo se torne certeza, mas nunca o passado retorna, o que poderá permitir que o futuro seja melhor...
Um beijo
Daniel

Anónimo disse...

Olá, Cláudia !

Escrevo-te do Brasil. Encontrei seus textos num site de busca e achei simplesmente encantador, profundo...poético e atual. Nós brasileiros não somos fiéis a beleza da língua e a descaracterizamos dia após dia, há mais de 500 anos... uma pena.
Já está entre meus endereços favoritos e , se me permite, gostaria de recomendar a sua sensibilidade aos meus amigos .
Um abraço !
Silvio Martins Ferreira
silvioemsp@uol.com.br