TUDO.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
[ ALL IN ]
O dia começou com um "flop" de saudades e recordações, e a "big blind" a pagar era a aceitação de que tudo mudou.
Fiz "check", mas a realidade não me deu tréguas e fez "raise".
Dei "call".
O "turn" revelou uma carta inesperada e provocou um turbilhão de dúvidas e incertezas. A tentação de arriscar e continuar a jogar, ou a opção mais racional de fazer "fold"?
E se, depois de desistir, um "full house" de palavras ternas e de abraços perdidos?
Decidi que o "pot" fazia valer a pena o risco.
Decidi que o "pot" fazia valer a pena o risco.
Com a chegada da noite desvenda-se o "river".
Esboço qualquer coisa parecida com um sorriso, afasto as fichas em direcção ao centro da mesa e, ainda antes da madrugada...
... estou ALL IN.
sexta-feira, 9 de março de 2012
At least we tried.
Os sorrisos.
Os teus sorrisos.
Os nossos sorrisos.
(...)
Ver-te sorrir para mim sem ser numa fotografia.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Nobody knows. Nobody sees. Nobody but me.
Ninguém mais conhece este silêncio cheio de ruídos banais que torna tão consciente o facto de não estares aqui.
Ninguém vê as coisas comuns que continuam a acontecer e que materializam a tua ausência nos meus dias.
Ninguém sabe deste medo tão grande que paralisa, que se entranha na pele e ocupa o espaço todo do vazio que ficou.
Ninguém entende esta assimetria na alma que me divide entre a certeza de que não há mais nada a dizer... e a vontade parva de te dizer tudo o que já sabes outra vez.
Ninguém sabe. Ninguém a não ser eu.
E tu... Sim. Talvez tu.
Tu. Que adormeces agora, todas as noites, cada vez mais longe de mim.
E tu... Sim. Talvez tu.
Tu. Que adormeces agora, todas as noites, cada vez mais longe de mim.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
And time goes by so slowly...
Foi a última vez que ela deu tudo.
Sabia-o agora sem a menor dúvida.
Esbarrou naquele pensamento, naquela frase,
( Foi a última vez que eu dei tudo ),
como se fosse uma parede intransponível.
Ás vezes é assim.
Os pensamentos não têm portas para abrir que permitam atravessá-los.
Não há saídas, nem espaços à volta das palavras para contornar.
E fica só o tempo a passar.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Pode o céu ser tão longe?...
" Vesti a luz do teu nome
E chamei-te pela noite
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte
Trazes histórias e proezas
Dizes que tens tanto pra me dar
Deixas sombras, incertezas
E partes sem nunca me levar
E de repente
Um mar sozinho
Ninguém na margem
Ninguém no caminho
Tão frio
E o teu beijo
Mata-me a distância
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora
Porque o teu mundo
É tão longe
Tão longe
Pode o céu ser tão longe
Tão longe
Tão longe
Se a tua voz vive em mim... "
E chamei-te pela noite
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte
Trazes histórias e proezas
Dizes que tens tanto pra me dar
Deixas sombras, incertezas
E partes sem nunca me levar
E de repente
Um mar sozinho
Ninguém na margem
Ninguém no caminho
Tão frio
E o teu beijo
Mata-me a distância
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora
Porque o teu mundo
É tão longe
Tão longe
Pode o céu ser tão longe
Tão longe
Tão longe
Se a tua voz vive em mim... "
terça-feira, 3 de maio de 2011
Disseram-lhe que o comboio estava atrasado e ela sentou-se calmamente à espera, como se com o comboio também a vida atrasada.
Um sorriso sereno desenhado a carvão no rosto, com linhas leves.
Não tinha pressa.
Que diferença fazia o comboio atrasado uma hora, um mês ou a vida inteira, se a partida e a chegada eram sempre um mesmo e único lugar?
terça-feira, 29 de março de 2011
Naufrágio
Gosto que os teus beijos continuem a ser a bússola que me desnorteia os sentidos.
Gosto quando entras em mim e eu me sinto barco em alto mar.
A agitação das ondas na pele...
A levar-me, rendida, de velas rasgadas, rumo ao naufrágio doce de prazer na praia quente dos teus braços.
sábado, 5 de março de 2011
Moonlight Shadow
Estranho isto de o meu céu hoje ter dois luares.
Um que controla as marés que se agitam nos meus olhos.
Para não as deixar submergir a praia deserta dos meus lábios.
O outro?
Esse não sabe o que faz.
Cega-me à queima-roupa... e deixa-me sozinha com o meu vício.
Este.
De te querer.
Ainda.
Apesar de tudo.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
. . .
Eles não sabem do que falam quando me contam de ti.
Não sabem que juntos já fomos ao Inferno e voltamos.
Que juntos já vivemos tantos fins que lhes perdemos o medo.
E que, por isso, somos donos de todos os recomeços.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ges(tu)s
Ás vezes encontro-te nos gestos de outras pessoas.
Como hoje, quando fui lanchar à beira-mar.
Mas depois... as ondas não me trazem nada de ti. Nem o teu cheiro, nem o teu toque.
E, então, não deves ser tu que estás aqui. Não podes ser tu.
Já o mar...
Esse é um espelho de mim. O reflexo perfeito.
Revolto, louco. Em busca de uma calma que não sabe se existe.
E cinzento.
Turvo.
Fundo.
Baço, porque perdido.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Somos todos casas assombradas.
Pelas desilusões, pelas palavras que não soubemos ouvir ou que não conseguimos dizer, pelos amores vividos e pelos que ficaram por viver.
Somos casas com janelas de vidros embaciados pelas tristezas. De mobília poeirenta onde, ao passar os dedos, se vislumbram as marcas e o brilho que antes tinham os sonhos agora desfeitos.
Temos candelabros baços no lugar dos olhos cansados de acender e apagar os dias.
E as portas rangem de saudade... de dor. São o lamento, o arrependimento que não ousamos confessar a ninguém.
E há gavetas entreabertas com sorrisos esquecidos. Tantos sorrisos que ficaram por chorar.
Somos todos casas assombradas.
Não pela morte.
Pela vida.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
My Dear, We're Slow Dancing in a Burning Room...
E estas noites de frio intenso em que é tão difícil dormir.
Porque tu estás sempre aqui e mexes o teu corpo de encontro ao meu e obrigas-me a sentir-te.
E eu abro os olhos e tu não estás.
Afinal não estás aqui.
E tanto espaço...
E eu ainda não tenho espaço suficiente para o vazio de ti.
Ainda não tenho espaço suficiente na minha cama para não te ter.
Tanto espaço...
Mas ainda não chega se tu não estás aqui.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Equinócio
O Outono já começou a sua dança.
Ouço as folhas caídas no chão no seu bailado melancólico, com tules e vestes em tons de fogo.
E relembro a minha dança de Outono.
A coreografia do nosso abraço quente a pintar de aconchego as paredes do meu Outubro.
domingo, 10 de outubro de 2010
She's a Loser in Love
Ela já devia ter aprendido a não jogar o mesmo jogo mais do que uma vez. Pelo menos não da mesma maneira. Porque jogá-lo talvez seja uma inevitabilidade.
Devia ter aprendido a reconhecer o perigo e a evitá-lo. Não se colocar em xeque, até porque já perdeu demasiadas vezes.
Devia saber virar as costas à tentação. Apagar a luz e deixar fechados no escuro o desejo e a vontade.
Não dar o passo que a faz cair e cair sem rede de protecção no mesmo abismo de ainda ontem...
E o amor? O amor?...
Não devia ter nada a ver com isso.
Devia ser só um pormenor.
E não devia fazer a mínima diferença.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Desencontros
Sentei-me.
Fiquei à espera.
Olhei para o relógio como se isso adiantasse alguma coisa.
Mas a nostalgia chegou à hora do costume.
Cumpriu-se a pontualidade da tristeza.
Afinal, era essa a hora marcada para as minhas lágrimas acontecerem.
A asfixia do impossível.
Foi só mais um encontro a que eu não faltei.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
... and then the rain started to fall ...
Sempre gostei dos dias de chuva que aparecem inesperadamente no meio do Verão.
Aquela sensação de frio que nos confirma que havemos sempre de precisar do conforto de um abraço.
Até porque os "Verões" acabam sempre.
Gosto do cheiro da terra molhada, da forma como a água se torna parte integrante da realidade à nossa volta, e nos obriga a olhar de maneira diferente para as coisas de todos os dias.
Gosto do som do eco da água que me chega. Identifico-me com ela, porque a imagino perdida, desencontrada de si, sem perceber o que lhe compete mais fazer aqui para além de se abandonar a esta queda inevitável e contínua...
Também eu me sinto perdida em dias assim.
À espera de compreender melhor porque é que também eu me abandono à queda.
Sempre gostei dos dias de chuva que aparecem inesperadamente no meio do Verão.
Sempre achei que a voz do Mr. Morrison condiz na perfeição com este cinzento do céu que vejo da minha janela.
E fico a ver-me cair, enquanto o ouço dizê-lo em forma de canção...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Best of You
Ainda nos sabemos de cor um ao outro, por fora e por dentro. Na pele e na alma.
E nem sequer há um ponto definido que marque o início. Parece que foi assim desde sempre.
Linguagem antiga, que trazemos no corpo e existe para além de nós.
"I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose"
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose"
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