Ela já devia ter aprendido a não jogar o mesmo jogo mais do que uma vez. Pelo menos não da mesma maneira. Porque jogá-lo talvez seja uma inevitabilidade.
Devia ter aprendido a reconhecer o perigo e a evitá-lo. Não se colocar em xeque, até porque já perdeu demasiadas vezes.
Devia saber virar as costas à tentação. Apagar a luz e deixar fechados no escuro o desejo e a vontade.
Não dar o passo que a faz cair e cair sem rede de protecção no mesmo abismo de ainda ontem...
E o amor? O amor?...
Não devia ter nada a ver com isso.
Devia ser só um pormenor.
E não devia fazer a mínima diferença.
















