
Houve um dia em que te escrevi uma carta.
Não só de palavras, mas daquelas outras cartas.
As que levam com elas pedaços do vento que já alguma vez nos afagou os cabelos, gotas de uma qualquer chuva que já tocou a nossa pele... melodias de encantar que nos fizeram perto apesar da distância.
Houve um dia em que te escrevi uma carta dessas.
Uma página cheia. A abarrotar de sorrisos assustadoramente felizes e de lágrimas tranquilas e tristes.
Lembro-me de querer que ela te dissesse tudo. Como se isso fosse possível... Mas às vezes eu sou assim. Às vezes ainda acredito.
Curioso... Nunca cheguei a entregar-ta. Trago-a sempre comigo, é certo. Mesmo quando estamos juntos ela continua comigo. Escondo-a. Não a vês. Mas está lá.
Quase todos os dias lhe acrescento algum pormenor. Mais um ângulo de luz, uma cor nova, aquela areia que trouxemos connosco da última vez...
E continuo a querer que ela te diga tudo.
Que nela eu própria seja o relevo das palavras para que me possas tactear. E compreender.
Só não sei como acabar de escrevê-la.
O fundo da página ficou em branco. Espaço vazio.
Não sei acabar de escrever esta carta...
Não só de palavras, mas daquelas outras cartas.
As que levam com elas pedaços do vento que já alguma vez nos afagou os cabelos, gotas de uma qualquer chuva que já tocou a nossa pele... melodias de encantar que nos fizeram perto apesar da distância.
Houve um dia em que te escrevi uma carta dessas.
Uma página cheia. A abarrotar de sorrisos assustadoramente felizes e de lágrimas tranquilas e tristes.
Lembro-me de querer que ela te dissesse tudo. Como se isso fosse possível... Mas às vezes eu sou assim. Às vezes ainda acredito.
Curioso... Nunca cheguei a entregar-ta. Trago-a sempre comigo, é certo. Mesmo quando estamos juntos ela continua comigo. Escondo-a. Não a vês. Mas está lá.
Quase todos os dias lhe acrescento algum pormenor. Mais um ângulo de luz, uma cor nova, aquela areia que trouxemos connosco da última vez...
E continuo a querer que ela te diga tudo.
Que nela eu própria seja o relevo das palavras para que me possas tactear. E compreender.
Só não sei como acabar de escrevê-la.
O fundo da página ficou em branco. Espaço vazio.
Não sei acabar de escrever esta carta...
















