
Mas não vou contá-lo. Não to posso contar. Só para não estragar a estranha felicidade da imaginação.
E que estranha é uma felicidade que não chega a cumprir-se, que não existe a não ser no pensamento...
Querer acreditar em ti mais do que em qualquer outra coisa e, ao mesmo tempo, desejar nunca ter acreditado em ti. Nem sequer na tua existência. Principalmente na tua existência. Que no início me pareceu tão próxima. Tão fácil de alcançar.
Podias ter-me avisado, enquanto me abraçavas, que na verdade havia uma distância tremenda entre os nossos corpos colados que eu não era capaz de ver nem de sentir.
Um abismo cheio de vazios que nos separa e afasta sempre mais de cada vez que estamos juntos e nos tocamos.
Um toque que vai morrendo devagar a partir do momento em que nasce, até que eu fico sozinha a vê-lo desaparecer.
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Mas foi só um sonho.















