...que a noite caíu. Mas hoje senti-a chegar, devagarinho, infiltrando-se em todos os espaços que vão de mim às coisas.
Há já muito tempo que tenho medo de abrir os olhos para não ter que ver o eco surdo das minhas palavras esbarrar nestas paredes frias. Um ecoar embriagado de saudade que embate, desajeitado, nas paredes que só são frias porque foste embora. Porque não estás aqui. Porque reflectem na escuridão a tua ausência.
Há já muito tempo que deixou de fazer sentido. Que as músicas se misturam e me chegam numa sonoridade estranha e que não sei reconhecer. Nada acontece. Porque as coisas não acontecem quando não as sentimos. De repente todas as paisagens se transformam e, esteja onde estiver, eu encontro-me sempre perdida.
Há já muito tempo que a noite caíu. Está mesmo aqui. Faz-se sentir. E hoje, mais do que nunca, bela e serena, estende-se até perder de vista...
Há já muito tempo que tenho medo de abrir os olhos para não ter que ver o eco surdo das minhas palavras esbarrar nestas paredes frias. Um ecoar embriagado de saudade que embate, desajeitado, nas paredes que só são frias porque foste embora. Porque não estás aqui. Porque reflectem na escuridão a tua ausência.
Há já muito tempo que deixou de fazer sentido. Que as músicas se misturam e me chegam numa sonoridade estranha e que não sei reconhecer. Nada acontece. Porque as coisas não acontecem quando não as sentimos. De repente todas as paisagens se transformam e, esteja onde estiver, eu encontro-me sempre perdida.
Há já muito tempo que a noite caíu. Está mesmo aqui. Faz-se sentir. E hoje, mais do que nunca, bela e serena, estende-se até perder de vista...














